Nani renasceu das cinzas, é desta forma que a imprensa inglesa descreve o momento atual do jogador português. Desde que saiu do Manchester United, o avançado foi reconstruindo a sua carreira em vários clubes, chegado agora ao Valencia, depois da conquista do título europeu pela seleção portuguesa.

Em entrevista ao The Guardian, esta quarta-feira, Nani falou da passagem pelos red devils e das comparações que se fizeram com Cristiano Ronaldo, período que confessa ter sido o pior da sua carreira.

«Podia ter sido o melhor momento da minha vida mas acabou por ser o pior. Depois de assinares um contrato daqueles, pensas que todas as pessoas estarão contigo e vão ajudar-te. E depois apercebes-te que é o contrário. Depois vem a pressão. Estava em baixo, quando as coisas são assim obviamente que as lesões vêm também. Foi algo que me deixou verdadeiramente em baixo, desapontado»

«Estavam todos à espera que eu fosse o próximo Ronaldo e isso foi injusto. Somos jogadores diferentes, temos personalidades diferentes. Talvez tenha sido um erro compararem-nos», começou por referir Nani, revelando também os motivos que o levaram a sair do clube inglês.

«Van Gaal disse-me que eu não iria ser a primeira nem talvez a segunda opção. Então pensei para mim mesmo que já aqui estava há muitos anos e que tinha sido importante para o clube e que seria tempo de eu decidir. Queria ser titular em todos os jogos.»

Nani falou também da conquista do título europeu, destacando o jogo da final, diante da França, sobretudo depois da saída de Cristiano Ronaldo por lesão.

«Foi muito estranho quando o Cristiano saiu porque fiquei chateado por perder o nosso capitão e o nosso melhor jogador. Mas rapidamente levantei a cabeça e tentei ajudar a equipa, tentei dar à equipa a confiança e motivação para continuar. Tinha de fazer o meu trabalho, o que os capitães devem fazer»

«Merecemos vencer e estamos na história agora, é algo para recordar para sempre. Uma oportunidade única na vida. Foi a melhor coisa da minha carreira porque foi pelo meu país. Qualquer jogador quer vencer algo pelo seu país. Foi espetacular a forma como os portugueses viveram aquilo e a nossa receção ao chegar a casa foi incrível. Provámos que muitos opinadores estavam errados», referiu.